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Resumo dos Mercados

04/dezembro/2008  --  Quinta-feira  --  2a. Edição

INTRADAY

- BCs cortam juros, desemprego aumenta e volatilidade reina

Cinco bancos centrais reduziram juros entre a madrugada e a manhã de hoje - no Reino Unido, zona do euro, Suécia, Nova Zelândia e a Indonésia - em mais um esforço para revitalizar a economia global. Porém, somente nas últimas 24 horas, empresas em diversos países do mundo anunciaram cerca de 30 mil demissões, exatamente na véspera da divulgação do payroll norte-americano. Os dados continuam confirmando o quadro pleno de desaceleração econômica e a queda nas encomendas às indústrias dos EUA, em outubro, a maior em oito anos, foi só mais um deles. Diante disso, os mercados de forma geral passaram uma manhã volátil. As bolsas, em toda a parte, singraram o período entre o vermelho, ante as más notícias, e o azul, quando a busca por pechinchas estimulava compras. A Bovespa esforça-se para alcançar os 36 mil pontos, mas até as 14 horas esse patamar não tinha sido atingido. O volume de negócios permanece fraco, projetando apenas R$ 2,5 bilhões ao final do dia. As quedas nas vendas, produção e exportações da Anfavea em novembro, somadas aos dados desfavoráveis da CNI sobre atividade, limaram qualquer expectativa de alta da Selic num prazo mais curto e as taxas de juros seguiram na tendência de queda, nesta semana que antecede a da reunião do Copom. No câmbio, o dólar oscilou durante a manhã, com um volume de negócios fraco, cerca de US$ 450 milhões registrados no BC por volta das 13h30.


Mercados Internacionais
O dia foi de decisão de juro na Europa, mas nem o Banco Central Europeu (BCE) nem o Banco da Inglaterra (BoE) surpreenderam o mercado com seus cortes. Ao reduzir o juro em 1 ponto porcentual, para 2,00%, o banco central inglês colocou a taxa no mesmo nível de outubro de 1939, o menor já registrado desde a fundação do BoE, em 1694. O BCE, por sua vez, reduziu a taxa básica em 0,75 ponto porcentual, para 2,50%. Também cortaram seus respectivos juros os bancos centrais da Suécia, Indonésia e Nova Zelândia. No lado corporativo, foi mais um dia de anúncios de cortes de empregos ao redor do mundo. Além disso, as varejistas norte-americanas divulgaram as vendas de novembro, enquanto as montadoras foram mais uma vez ao Congresso dos EUA para pedir ajuda ao governo.

Diante do noticiário carregado, as bolsas européias passaram a manhã em vaivém e, às 13h18 (de Brasília), Londres subia 0,04%, Paris perdia 0,29% e Frankfurt ganhava 0,27%. Wall Street iniciou o pregão regular em forte queda, ensaiou recuperação e voltou a cair. No mesmo horário, o Dow Jones cedia 0,59%, Nasdaq tinha queda de 0,60% e S&P 500 recuava 0,62%. Em apenas 40 minutos de pregão em Nova York, o Dow oscilou entre queda de 1,16% e alta de 0,28%.

Toda a semana tem sido de volatilidade, com investidores procurando aproveitar oportunidades nos preços das ações em alguns setores em determinados momentos, enquanto as notícias tanto no lado do economia quanto das empresas têm sido principalmente ruins. As encomendas à indústria dos EUA caíram 5,1% em outubro, o maior declínio em oito anos. Os pedidos de auxílio-desemprego caíram em 21 mil na semana passada, para 509 mil pedidos, mas a média quadrissemanal de pedidos e os benefícios recebidos há mais de uma semana atingiram o maior nível em quase 26 anos.

Antes de se voltarem para os números de postos de trabalho nos EUA amanhã, os investidores hoje receberam mais uma batelada de anúncios de cortes nas companhias. Dupont pretende demitir 2,5 mil funcionários, além de 4 mil terceirizados, a AT&T cortará 12 mil empregos e o Credit Suisse eliminará 5,3 mil posições internas, além de 1,2 mil empregos terceirizados em funções de suporte.

No setor de varejo, o Wal-Mart conseguiu destoar das rivais e registrar aumento de 3,4% das vendas em novembro, enquanto as demais varejistas tiveram declínio que, em muitos casos, superou 10%. Às 13h25 (de Brasília), os papéis do Wal-Mart subiam 3,15%.

As montadoras não saíram do foco dos investidores, já que mais uma vez os presidentes-executivos de General Motors, Ford e Chrysler seguiram para o Congresso para pedir ajuda do governo, em uma audiência considerada crucial. Os CEOs admitiram que cometeram erros na administração e disseram que estavam despreparados para as audiências no Congresso no mês passado, quando receberam críticas pela falta de planos críveis para recuperar as empresas. Hoje, eles voltaram com planos detalhados e aumentaram o pedido de US$ 25 bilhões para US$ 34 bilhões em ajuda emergencial. No mesmo horário acima, GM perdia 2,47%, enquanto Ford ganhava 2,46%.

Na Europa, ainda que o corte de 0,75 ponto do BCE fosse amplamente esperado e o maior já feito na história da autoridade monetária, muitos participantes do mercado consideraram que ele não será suficiente para evitar uma recessão prolongada. Hoje, a Eurostat divulgou o dado revisado do Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro e confirmou a contração de 0,2% no terceiro trimestre em relação ao segundo. A expansão frente ao mesmo período do ano passado foi revisada para 0,6%, de 0,7% na primeira estimativa.

"A recessão na zona do euro parece piorar a cada dia, enquanto a inflação, ao mesmo tempo, não é mais uma preocupação", comentou Carsten Brzeski, economista do ING Wholesale Banking. "O mercado obviamente precisa de mais", completou um operador.

O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, disse que o corte de juro realizado irá contribuir para a estabilidade fiscal, mas ponderou que a atividade econômica parece que ficará limitada por um longo período. Ele acrescentou que o banco continuará monitorando todos os acontecimentos de muito perto.

O economista Kenneth Broux, do Lloyds TSB, observou que Trichet não acrescentou muito ao que já é conhecido pelos participantes do mercado. "Ele é muito vago, mas deixa a porta aberta para cortes adicionais no juro", disse.

Entre as demais decisões monetárias no mundo, o banco central da Suécia cortou sua principal taxa em 1,75 ponto percentual, para 2%; o banco central da Nova Zelândia reduziu a taxa oficial de juros em 1,50 ponto percentual, para 5% ao ano; e o banco central da Indonésia eliminou 0,25 ponto porcentual da taxa de juro, para 9,25% ao ano.

Os mercados de câmbio também operam com volatilidade. As reduções de juro, a princípio, derrubaram a libra e o euro em relação ao dólar, mas a moeda única européia ensaiou reverter o movimento no início da tarde, procurando acompanhar as oscilações nas bolsas. Às 13h27 (de Brasília), o euro subia 0,05%, a US$ 1,2680, enquanto a libra caía 0,60%, a US$ 1,46388 e o dólar perdia 0,45%, a 92,65 ienes.

O petróleo chegou a cair a níveis não vistos em quase quatro anos, ainda com os temores sobre redução da demanda em meio à desaceleração econômica global. Às 13h28 (de Brasília), o petróleo WTI para janeiro perdia 0,94%, a US$ 46,35 o barril no eletrônico da Nymex. Na mínima, o contrato chegou a US$ 45,30, o menor nível desde fevereiro de 2005. Na plataforma ICE, o Brent caía 1,36%, a US$ 44,88 o barril. (Nathália Ferreira)


Juros
Os dados da Anfavea e da CNI terminaram por eliminar, totalmente, dos contratos de juros futuros mais curtos as expectativas de que haveria alguma probabilidade de retomada da alta da Selic no horizonte próximo. E os contratos mais longos seguiram ajustando-se aos movimentos de antecipação do timing do primeiro corte da Selic, embora ainda haja muita divergência sobre em que momento a flexibilização monetária deverá se materializar em 2009. Com os dados domésticos tendo como pano de fundo alívios monetários em quatro países - Suécia, Nova Zelândia, Indonésia e Inglaterra - e na zona do euro, as taxas dos contratos futuros de juros seguiram em baixa durante toda a manhã.

Às 13h45, o DI janeiro de 2009 (12.835 contratos) fechava a taxa de 13,55%, ontem, para 13,51%; o DI janeiro de 2010 (101.505 contratos) cedia de 13,83%, para 13,76%; o DI janeiro de 2011 recuava de 14,23% para 14,15% (9.690 contratos) e o DI janeiro de 2012 (19.620 contratos) passava de 14,22% para 14,17%. "Há um call de recessão mundial e o consenso global é favorável à aplicação nos juros. Devemos continuar vendo um ´undershooting' nas taxas do DI", observou uma fonte.

As vendas de veículos no mercado interno somaram 177,8 mil unidades em novembro de 2008, uma queda de 25,7% em relação a outubro e de 25% ante o mesmo mês de 2007, segundo a Anfavea. A produção caiu 34,4% no mês e 28,6% no comparativo anual. As exportações indicaram uma retração de 23,1% ante outubro e de 7,8% ante o mesmo mês do ano passado. "Esses números sugerem que a produção industrial de novembro será ainda pior do que a de outubro", disse uma fonte do mercado de juros, que, no entanto, não se mostrou surpreso com o resultado. "Os dados estão em linha com as nossas projeções de que o PIB será mais fraco do que o oficialmente previsto em 2009", completou essa fonte, que trabalha em cima de uma planilha com projeção de PIB de 2,4% para o próximo ano.

E os sinais de esfriamento, embora sejam mais profundos nos setores automotivo e imobiliário, seguem se alastrando para um espectro mais amplo. Mesmo com as compras do varejo para o Natal e a desvalorização do real alavancando exportações, as vendas reais e as horas trabalhadas da indústria caíram em outubro. Segundo a Confederação Nacional da Indústria, pelos dados dessazonalizados, as vendas reais recuaram 0,2% em outubro, na comparação a setembro, e as horas trabalhadas caíram 0,3% no mesmo período. A queda nas horas trabalhadas representa a maior redução desse indicador em relação ao mês anterior desde janeiro de 2007. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) passou de 83,4% em setembro para 82,9% em outubro - mesmo nível de outubro de 2007. O dado de emprego foi ponto de luz, com alta de 0,1%, no mês, mas acabou sendo ofuscado pelos demais dados.

Enquanto os dados internos seguiam mostrando deterioração do quadro econômico, vários BCs partiram para a criação de condições mais acomodatícias para revigorar suas economias. Na virada do dia, o BC da Nova Zelândia agiu em linha com as expectativas e reduziu a taxa oficial de juros em 1,50 ponto porcentual, para 5% ao ano. Agora, economistas projetam novo corte de 0,50 pp em janeiro. Na seqüência, a Indonésia fez uma redução amena de 0,25 pp, mas mesmo assim provocou surpresas, já que economistas previam manutenção da taxa pelo BC, temendo que o alívio acentuasse ainda mais a desvalorização da rupia ante o dólar.

As ações mais drásticas ocorreram em solo europeu. O Banco Central da Suécia cortou sua
principal taxa de juro em 1,75 ponto porcentual, para 2%. Economistas esperavam 1 ponto porcentual de corte. A taxa de juros na zona do euro foi reduzida em 0,75 ponto porcentual, para 2,5%. O Banco da Inglaterra (BoE) decidiu reduzir a taxa de juro em 1 ponto porcentual, para 2,00%. Nos últimos dias, a Tailândia limou sua taxa de juros em 1 pp, para 2,75% e a Austrália promoveu corte semelhante, trazendo sua taxa básica para 4,25%.

No início da tarde, as bolsas subiam no exterior, mas sem convicção após uma manhã volátil. E havia vendas nos Treasuries, projetando os juros em alta. O juro da T-Note de 10 anos subia para 0,9158%. E o petróleo seguiu em queda - com o contrato de janeiro recuando 1,84%, para US$ 45,94 por barril, na Nymex eletrônica, às 14h02.

O Banco Central tomou R$ 85,532 bilhões no overnight, à taxa de 13,68%, integral. O Tesouro, por sua vez, oferta hoje 300 mil LTN com vencimento em 1//04/2009; 500 mil papéis com vencimento em 1/10/2009 e 300 mil em 1/01/2011. Neste último vencimento, haverá emissão para o Banco Central de 1 milhão da LTN. No leilão de LFT, serão ofertados até 1 milhão de papéis com vencimento em 16/03/2011 e em 21/12/2011. Haverá emissão para o BC de até 2,5 milhões de papéis. O resultado do leilão sai às 14h30. (Patricia Lara)


14:27
 DI1FUTJA10   DI1FUTJL09   DI1FUTJA12  
13.74013.72014.150



13:25
 Operação  Último 
CDB Prefixado 32 dias (%a.a)13.45
Capital de Giro (%a.a)18.52
Hot Money (%a.m)1.70
CDI Over (%a.a)13.49
Over Selic (%a.a)13.66





Bolsa
A Bovespa está se esforçando para atravessar mais um pregão em alta em busca dos 36 mil pontos, com os investidores aproveitando os preços baixos dos papéis para remontar posições. Na máxima, o Ibovespa subiu 1,82%, aos 35.938 pontos, depois de ter derrapado na abertura (-0,29%). O volume de negócios segue desalentador, projetando para o fechamento R$ 2,5 bilhões.

Mas o pano de fundo continua bem ruim. Hoje está sendo mais um dia recheado de notícias mostrando a perda de dinamismo da atividade global, incluindo o Brasil. Cerca de 30 mil demissões foram anunciadas nas últimas 24 horas por empresas e instituições financeiras ao redor do mundo, ao mesmo tempo em que o BC Europeu e o BC inglês corroboraram as expectativas ao baixar as respectivas taxas para 2,50% e 2% numa tentativa de estimular a demanda. Além disso, os bancos centrais da Suécia, Nova Zelândia e Indonésia também baixaram os juros.

Após mais essa rodada de corte de juros, analistas comentam que cresceu ainda mais a expectativa de um corte agressivo das taxas pelo Fed este mês. Nos EUA, onde as bolsas alternam altas e baixas, saiu mais um dado pior do que o esperado. As encomendas à indústria recuaram 5,1% em outubro - queda mais acentuada desde julho de 2000 - ante declínio revisado de 3,1% em setembro.

No começo da tarde, às 14 horas, o Dow Jones engatava alta de 0,23%, S&P 500 subia 0,31% e o Nasdaq +0,42%. Na Europa, o dia também foi de instabilidade nas bolsas, mas o sinal era positivo nesta tarde.

Aqui, o Ibovespa sobe sem muita consistência, puxado principalmente pelos ações do setor bancário, o terceiro de maior peso na carteira teórica. Itaú PN subia 4,04%; Unibanco units +4,63%; Banco do Brasil ON +2,45% e Bradesco PN +1,52%.

As blue chips continuam padecendo com os preços depreciados das commodities. Vale ON recuava 0,32% ás 14h08 e a PNA registrava alta de 0,36%. Bradespar PN cedia 1,20%. A mineradora anunciou hoje um novo ajuste na produção. Confirmou que realizará ajustes em seu plano de produção no Canadá, além das medidas já anunciadas para as operações na Indonésia, em virtude das condições atuais no mercado global de níquel. Entre outras medidas, a mineradora decidiu paralisar por tempo indeterminado a mina de Copper Cliff South (CC South), localizada em Sudbury, província de Ontário, Canadá, a partir de janeiro de 2009 e postergou investimentos na região.

Ontem, a Vale anunciou a demissão de 1,3 mil funcionários no Brasil e no exterior, o equivalente a 2,1% do total de 60 mil trabalhadores, e a concessão de férias coletivas a outros 5,5 mil empregados.

Puxando a fila de piores desempenhos do Ibovespa estavam as units da América Latina Logística (ALL), em baixa de 5,19%. Analistas ouvidos pela editora Stella Fontes, do AE Empresas e Setores, associam essa queda dos papéis à redução das vendas de minério de ferro e produtos siderúrgicos, o que reduziria o volume transportado pela empresa de logística.

Nessa linha, a Anfavea anunciou hoje que as vendas de veículos no mercado interno caíram 25,7% em outubro ante setembro e 25% em relação a outubro do ano passado. A CNI informou que as vendas reais da indústria recuaram 0,2% em outubro ante setembro e as horas trabalhadas caíram 0,3% no mesmo período.

As ações de Petrobras também estão sem direção. Enquanto a PN subia 0,36%, a ON cedia 0,18%. A Petrobras informou esta manhã ter captado US$ 700 milhões no exterior de novembro até hoje, além de outros US$ 200 milhões com o Bradesco em 3 de dezembro na forma de Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC) com prazo de vencimento de 1 ano. As captações são parte do curso ordinário dos negócios, "com vistas a manter a solidez e realizar seu programa de investimentos conforme divulgado", explica a estatal.

Entre os destaques de alta estão os papéis da BM&FBovespa, que dispararam mais de 5% por volta das 13 horas, reagindo a rumores infundados de que o magnata mexicano, Carlos Slim, estaria se preparando para comprar ações da BM&FBovespa. Mas o porta-voz do grupo financeiro Inbursa divulgou, no México, comunicado negando eventual investimento na Bolsa.

Sadia ocupava a vice-liderança do ranking às 14h15, subindo 7,62%, puxada pela notícia de que a China reabriu mercado para o frango brasileiro. Acordo fechado ontem permitirá as exportações imediatas da carne de frango, depois de terem sido suspensas em meados de 2007. A Sadia, uma das maiores exportadoras de frango in natura do País, se beneficia diretamente com a reabertura do mercado chinês.

Outro destaque positivo era Aracruz PNB, com valorização de 5,59%, impulsionada pela notícia do jornal Valor de que o grupo Votorantim prepara nova oferta para assumir o controle da Aracruz. VCP PN subia 5,39%. (Sueli Campo)


14:27
 Índice Bovespa  Pontos  Var. % 
Último35924.541.78
Máxima35943.94+1.83
Mínima35194.06-0.29
Volume (R$ Bilhões)1.20B
Volume (US$ Bilhões)485



18:47
 Índ. Bovespa Futuro  INDFUTOU08  Var. % 
Último36750-11.5
Máxima39900-3.97
Mínima36750-11.55



14:27
 Ações  Últ.  Var.%  Ações  Últ.  Var. % 
TELEMAR PN33.903.7VALE R DOCE PNA N122.560.45
PETROBRAS PN19.531.14BRADESCO PN ED N124.751.48
EMBRATEL PAR PN *7.7903/12ELETROBRAS PNB N125.754.04
USIMINAS PNA N122.972.32SID NACIONAL ON24.393.17
VIVO PN29.603.14CEMIG PN N136.59-0.19







Câmbio
O tamanho da desaceleração das economias global e do Brasil. Essa é a medida que o mercado doméstico procura para dar preço ao câmbio e poder reduzir a volatilidade das cotações e aumentar os volumes negociados. Passados os impactos mais abruptos e surpreendentes do agravamento da crise internacional na relação do dólar com o real, as incertezas e desconfianças em relação ao cenário de 2009 continuam fortes e sustentam o encolhimento das transações e a oscilação das moedas.

No início da tarde de hoje, o volume de negócios registrado no Banco Central estava em somente US$ 450 milhões. As cotações do mercado à vista tinham variado da mínima de R$ 2,4605 à máxima de R$ 2,500, com oscilação intraday de 1,61%. Há pouco, o dólar à vista valia R$ 2,500 na BM&F (+1,05%) e R$ 2,484 (+0,36%) no balcão.

A redução nos negócios do mercado doméstico de câmbio foi maquiada enquanto duraram os leilões de swap cambial. Esse tipo de intervenção do Banco Central aumentava o giro por parte dos agentes que, depois de participarem do leilão, tentavam formar uma taxa ptax favorável à posição assumida, elevando as operações de giro. Sem os leilões, o mercado aumentou a dependência do fluxo, que é pequeno no dia-a-dia. A exceção são eventuais operações pontuais, de maior porte, que esbarram na falta de liquidez, distorcem substancialmente os preços e acabam provocando a presença do BC nas mesas.

Ontem, foram feitos dois leilões de venda de dólares do BC no mercado à vista. Houve comentários sobre remessas de lucros e dividendos ao exterior e de movimentações especulativas. O esvaziamento do mercado hoje leva a crer que, se havia demanda, o BC atendeu. Se era especulação, foi controlada, pelo menos por ora.

Já as cotações do dólar, hoje, além desses fatores, são afetadas pelo vaivém da moeda norte-americana no exterior, principalmente em relação ao euro. Hoje, a moeda européia também está numa gangorra em meio aos drásticos cortes de juros na Europa - zona do euro, Inglaterra e Suécia - e à variação de humor nas bolsas.

No desânimo do mercado doméstico de câmbio da manhã desta quinta-feira pesa também a expectativa a respeito da agenda internacional de amanhã. O destaque é o payroll, indicador de grande importância na formação das estimativas da atividade econômica dos Estados Unidos e, portanto, na composição da resposta que o mercado procura: qual é o tamanho do arrefecimento das economias global e brasileira?. (Cristina Canas)

14:27
 Dólar (spot e futuro)  Último  Var. %  Máxima  Mínima 
Dólar Comercial (Balcão)2.484000.362.487002.46500
Dólar Comercial (BM&F)2.505001.252.505002.46050









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